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Corpo
em delito |
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Tecnicamente, o razoável domínio da anatomia, demonstrado por Márcia Guimarães permite a elegante transgressão cometida pela artista. Assim, o corpo é moldado à imagem e semelhante da criadora. E ela viu as criaturas: corpos que flutuam (em meio a um nada existencial ou a um descanso cósmico?) ou se revelam esculpidos numa superfície qual carne trêmula a espera do toque que a levará ao clímax. O surrealismo assumido pela artista, tanto quanto a influência de Dalí, escapa ao comum na economia de elementos, quando Márcia trabalha toda a superfície sem exagerar na quantidade de referências, procurando expor o discurso sem ruídos em excesso, ato que me causa especial satisfação, pois a vejo muito mais próxima a Magritte, que deu ao surrealismo o status de elegância sem pedantismo. Márcia, por sua vez, tem talento bastante para afinar as cordas (ou as cerdas) na tensão exata. Suas criações apontam para uma alta qualidade técnica e temática. Não demorará muito para que ela atinja esse nível. |
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Artista
plástica expõe na Galeria SESC/Centro |
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Autodidata, Márcia pinta desde a infância, mas foi aos 14 anos, que descobriu a proximidade com o surrealismo. Em seus trabalhos,a artista prefere observar o ser humano, tirando daí o tema para as suas telas. A solidão e suas diversas formas, são sempre uma preocupação constante de suas pinturas. O seus quadros retratam a sensibilidade e a transparência em alta escala, tomando por base corpo de mulheres brancas e negras, a imagem do idoso, o terreno árido, enfim, tudo transformado em plena sensibilidade. Apesar de ser sergipana, Márcia Guimarães morou em São Paulo por 12 anos e foi lá que consiguiu o primeiro reconhecimento de seu talento como artista plástica, quando ganhou o prêmio "Honra ao Mérito" da Secretaria de Estado de Cultura sobre como evitar acidentes. Em nosso Estado, ela foi a vencedora do concurso para criação do logotipo da Associação Sergipana dos Artistas Plásticos (ASAP) e ganhadora de um prêmio especial no Salão dos Novos. A abertura da exposição "Eclosão", na noite de 12 de maio foi bastante concorrida e contou com a participação de políticos, artistas plásticos, estudantes, o público em gerale a crítica especializada. Na ocasião, aconteceu a performance da bailarina Júlia Ban, em números de ballet afro. O enfoque dado por Márcia, na mostra, foi o feminino que despertou um grande interese no público, principalmente pelas formas dadas em cada trabalho. Durante o periodo de realização da exposição, várias telas da artista foram adquiridas por colecionadoraes e pessoas interessadas em artes plásticas. |
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Márcia
Guimarães innovou a ambiente da Galeria do SESC |
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Ela, Márcia, "que é a mais linda de todas e de todas a mais linda" posou para a fotografia de Tanit Bezerra. Seu poema "A Rosa Negra (O Vazio)" estava nas telas, nas letras, nos cabelos e na roupa da pintora; impregnada de poesia. |
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